Rota

quis encontrar uma estrela em teus olhos dançar, inda menina, nos teus palcos ser-te atriz principal de meus melhores papeis enquanto rompia as correntes de um vazio sem nome e buscava alguma crença em qualquer merecimento. esqueci-me menina nas minhas fantasias inseguras nos desejos que busquei atrás das portas ou entre as frestas nas janelasContinuar lendo “Rota”

Jenga

sempre nos é permitido repensar o pensado rever um argumento escolher outro caminho reparar uma história. como um jogo nada infantil a vida sempre pode ser desfeita e refeita com um novo arranjo de novo e de novo outra vez e mais uma.

Epílogo

os versos a serem escritos perderam-se no precipício dos instantes infinitesimais entre o antes e o agora emaranharam-se no rol de silêncios abissais emitidos morreram nos desejos insustentáveis profanados no céu da sua boca.

Alheios

há becos escuros em minha garganta palavras não ditas que se transformam em anseios sombrios, vigília e assombrações. o passado a desamparar o presente o presente a desconfiar do futuro o futuro a sepultar idealizações. o inferno, talvez, sejam mesmo os outros.

Parecer

Todas as vezes Que te vejo olhar para as coisas E construir explicações sobre as histórias Leio interpretações inautênticas Ideias desordenadas Frases escalafobéticas. Posso afirmar sem medo Que para quem aparenta entender de tudo Você não entendeu nada.