Rota

quis encontrar uma estrela em teus olhos dançar, inda menina, nos teus palcos ser-te atriz principal de meus melhores papeis enquanto rompia as correntes de um vazio sem nome e buscava alguma crença em qualquer merecimento. esqueci-me menina nas minhas fantasias inseguras nos desejos que busquei atrás das portas ou entre as frestas nas janelasContinuar lendo “Rota”

Jenga

sempre nos é permitido repensar o pensado rever um argumento escolher outro caminho reparar uma história. como um jogo nada infantil a vida sempre pode ser desfeita e refeita com um novo arranjo de novo e de novo outra vez e mais uma.

Invernal

às seis da manhã passo um café e sento com meus fantasmas botamos as cartas na mesa sobre luto, cicatrizes, memórias. falamos das marcas gravadas na pele dos caminhos, escolhas e histórias e discutimos sobre reparações. choro revelando lembranças que permanecem (embora não permaneçamos os mesmos), incômodos que ficam e tropeços. confesso que os sonhosContinuar lendo “Invernal”

Trivial

as palavras me tomam quando eu leio e ainda mais quanto mais escrevo transbordam quando estou triste e dançam (em minha mente) quando estou bem. as palavras apenas me faltam nos mais ou menos da vida a poesia, talvez não aceite a mediocridade.