Mãos que abrem portas

(sobre um menino que não aceitava brincar na areia)

Permitir-se. O gesto ancestral do menino, mãos na terra, permite uma conexão que abre portas, quebra barreiras, restaura a experiência.

Abrir-se. O binômio fantástico, tal como em Rodari, mãos-areia abre possibilidades, do sentir da textura ao ver-se sujo de infância.

Entregar-se. O movimento tímido das mãos que se estende aos pés, na areia, retoma a conversa sensorial bebê-mundo e reinaugura o gesto de se entregar à mãe-terra.

Fotografia: arquivo pessoal

Publicado por Ana Luisa Bittencourt

Não sou escritora, nem blogueira. Apenas escrevo, eventualmente, em verso ou prosa. Meus textos são todos autorais.

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