Sono coloquial


Da velhice
Sempre invejei
o adormecer
no meio da conversa.
Esse descer de pálpebra
não é nemidade nem cansaço.
Fazer da palavra um embalo
é o mais puro e apurado
senso da poesia.

Mia Couto

Obra de Sergey Galanter

Publicado por Ana Luisa Bittencourt

Não sou escritora, nem blogueira. Apenas escrevo, eventualmente, em verso ou prosa.

5 comentários em “Sono coloquial

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