Vicissitude

Respeite seu tempo, o fluxo que as coisas dentro de você precisam para se transformar. Olhe para dentro de si e perceba o que necessita para viver os processos. Se outros não gostam dos seus caminhos ou criticam as formas que escolhe para se refazer, lembre-se: eles não calçam seus sapatos.

Não aceite nada menos do que diálogos respeitosos. Afaste-se de quem te faz críticas destrutivas, de quem fala de ti com desprezo ou rancor. Vire a página em relação aos que se afastam sem justificativa: esteja certo que, aos poucos, a tristeza transforma-se em raiva e a raiva em indiferença.

Esteja rodeado por aqueles que multiplicam afeto. Pelos que te amam sem muitas condições; pelos confiáveis e que confiam em ti; pelos gratos, de palavras e gestos que afagam. Sobretudo, fique longe de quem te tira a paz ou subverte a sua sanidade. Viver bem deve ser sempre objetivo de vida.

FONTELA, Orides. Poesia reunida. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

Publicado por Ana Luisa Bittencourt

Não sou escritora, nem blogueira. Apenas escrevo, eventualmente, em verso ou prosa. Meus textos são todos autorais.

10 comentários em “Vicissitude

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