Porvir

fez-se um silêncio turvo depois da desordem,

e o ar sólido embaçou os pensamentos.

atrás da vidraça,

desvio de tempo imensurável

onde se dependuraram assombros

se apagaram propósitos

e irradiaram incertezas.

ficaram os barulhos soporíferos

os anseios em semitons

e as tristezas em festivas danças.

o percurso que se avizinha

árido, desnudo, solitário

despido de gentes partidas

segue encoberto em íntimos segredos.

Tito Merello, Galeria de Arte de Barcelona.

Publicado por Ana Luisa Bittencourt

Não sou escritora, nem blogueira. Apenas escrevo, eventualmente, em verso ou prosa. Meus textos são todos autorais.

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