Despropósito

há um inferno debaixo de nossos pés. sento-me, por vezes, tentando escutar os silêncios da noite. eles nos dizem sobre vozes inaudíveis. nos mostram as sombras dos dias sem lua. ressoam inconveniências que tentamos calar. mesmo assim, abrandam o torpor do excesso de sentimentos e nos permitem pensar nos propósitos. e nos não-desejos. não quero enlouquecer. quero mitigar a raiva. perder o medo. perdoar o abandono. acreditar no imaterial.

não posso crer em um deus que joga dados.

Publicado por Ana Luisa Bittencourt

Não sou escritora, nem blogueira. Apenas escrevo, eventualmente, em verso ou prosa. Meus textos são todos autorais.

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