Poeira do tempo

Poeira nas coisas, nos objetos, nas frestas
Poeira do tempo…
Tempo que segue, indiferente, seu curso.
Qual caminho sem volta
Não faz vir novamente o que foi
Não regressa quem não mais está.
Enredo guardado nas fotografias e nas lembranças.
Poeira escura me pôs em devaneio.
Quanto tempo levou para ela marcar aquele objeto?
Fez-me pensar na vida
Nas coisas velhas, nos objetos empoeirados,
Nos brinquedos da infância,
Na casa dos meus avós.
Nas poeiras finas da existência.

Publicado por Ana Luisa Bittencourt

Não sou escritora, nem blogueira. Apenas escrevo, eventualmente, em verso ou prosa. Meus textos são todos autorais.

2 comentários em “Poeira do tempo

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