Olhos toldados

Ela sentou-se e chorou.
Sentia-se devastada…
Haviam morrido sonhos
Projetos, esperanças
Certezas, ilusões
Lógicas, lembranças…
Foi-se um edifício inteiro
Do que havia feito primeiro
Pôs-se a questionar
Entrever, imaginar.
Ficou voltada para si
Mergulhou fundo no que permaneceu
E com os olhos turvos pode ver melhor
O que era de outros e o que era seu.

Publicado por Ana Luisa Bittencourt

Não sou escritora, nem blogueira. Apenas escrevo, eventualmente, em verso ou prosa. Meus textos são todos autorais.

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