Vasto mundo

O mundo é grande e, desde o início, pouco familiar. Com o tempo, ele vai nos mostrando todas as coisas – seus lugares, seus encantos e sua escuridão… Nos mostra também aqueles que nele vivem – as pessoas, o mais importante. Torná-lo familiar é um processo lento, difícil, doloroso por vezes… O processo da vida. É o que nos move e o que nos transforma. Quanto mais vivemos e mais conhecemos, mais partilhamos dessa aventura de sermos apresentados a tudo o que nos rodeia…
Quero sentir o mundo dentro de mim, quero tê-lo como algo cada vez mais conhecido e, ao mesmo tempo, sempre novo… Quero não ter medo de ir em frente e ver o que ainda não vi, nem sei, nem ter vontade de voltar sempre ao lugar primeiro – o ninho, inicial, familiar, sempre encantado. Quero ganhar asas, voar, me sentir mais leve, poder ver tudo o que está em volta com olhos de supremo interesse e de desejo curioso. Quero ter comigo, sobretudo, as pessoas, sempre… aquelas que passam e que encantam, de algum modo, com sua fala, seus olhos, sua doçura, sua sabedoria ou apenas com seu bom humor…
Como Fernando Pessoa, quero sentir-me nascida a cada dia para a eterna novidade do mundo, tendo o medo apenas como um tempero, um “frio na barriga”, nunca um impedimento.

Publicado por Ana Luisa Bittencourt

Não sou escritora, nem blogueira. Apenas escrevo, eventualmente, em verso ou prosa. Meus textos são todos autorais.

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